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Os desafios e oportunidades para a Internet das Coisas na agricultura do Brasil

O Agronegócio brasileiro foi na contra mão da crise e agora pode se tornar ainda mais eficiente com o uso de novas tecnologias habilitadoras.

Realizado no dia 6 de dezembro do ano passado, em Campinas (SP), o evento organizado pela Embrapa Informática Agropecuária e a Secretaria de Inteligência e Macroestratégia (SIM) reuniu especialistas de diferentes setores no painel “Internet das coisas e suas implicações na agricultura digital”. O objetivo foi prospectar tendências e sinais para o Observatório de Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) na Agricultura, vinculado ao Sistema de Inteligência Estratégica da Embrapa, o Agropensa.

Ao final do evento, Silvia Massruhá, chefe-geral da Embrapa Informática Agropecuária, Unidade que coordena o Observatório, anunciou uma iniciativa com a Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP), batizada SitIoT, que prevê a disponibilização de uma área experimental para que parceiros possam testar suas tecnologias e inovações em IoT na agricultura, visando a geração de soluções integradas e interoperavéis.

Antes, representantes da IBM Brasil, John Deere, Bayer CropScience, Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), Universidade Nova de Lisboa e consultoria McKinsey apontaram oportunidades e desafios para o desenvolvimento da IoT na agricultura. A internet das coisas (IoT, do inglês Internet of Things) refere-se à capacidade de conectar infraestruturas e objetos do dia a dia à rede mundial de computadores, desde câmeras e meios de transporte até máquinas industriais e sensores, otimizando atividades em diversos setores.

 

“O Brasil tem potencial para tornar-se uma referência mundial no desenvolvimento de soluções IoT na agricultura e disseminar o conceito de Smart Rural.” Pedro Maló – Professor da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.

Para Silvia Massruhá, o evento ofereceu mais uma oportunidade de ampliar a interação com os diversos atores ligados ao tema. “A Embrapa tem condições de assumir um papel de articuladora nesse campo, considerando as tendências e demandas que chegam a nós”, disse.

O desenvolvimento da IoT para o meio urbano já vem evoluindo, com experiências de soluções para as chamadas Cidades Inteligentes (Smart Cities), boa parte ligadas à mobilidade e à sustentabilidade. Na agricultura, de acordo com os especialistas, entre as áreas potenciais para aplicação da IoT destacam-se a agricultura de precisão, a automação, a logística, a gestão de rebanhos e o monitoramento ambiental e da produtividade.

Pedro Maló, professor da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, afirmou que o Brasil tem potencial para tornar-se uma referência mundial no desenvolvimento de soluções IoT na agricultura e disseminar o conceito de Smart Rural. “A tecnologia pode ajudar a promover ainda mais a sustentabilidade e a competência da agricultura brasileira”. Ele apresentou iniciativas em andamento na Europa que atuam como laboratórios colaborativos para o avanço da pesquisa em agricultura, apoiadas em tecnologias como a IoT, como o Dairy Campus, ligado à Universidade de Wageningen, na Holanda.

O líder em Desenvolvimento de Novos Negócios no Centro de Competências em IoT da IBM Brasil e América Latina, Fernando Giglio, chamou a atenção para a geração de valor pela tecnologia. “Ela deve ter aderência às necessidades do setor. É importante pensar aplicações em IoT que de fato tenham valor para o agronegócio e a agricultura”.

 

Internet das Coisas e a agricultura de precisão

As ferramentas digitais também devem ter um importante papel no aumento da produtividade de forma sustentável, segundo o sócio da consultoria McKinsey, Nelson Ferreira. Ele apontou que há uma quantidade crescente de dados gerados por sensores diversos, drones e pela agricultura de precisão, por exemplo, que estão diretamente ligados à produtividade e que representam um ativo importante na tomada de decisão.

Os gargalos para o avanço da IoT na agricultura.

Os problemas de conectividade na área rural, com a limitação na cobertura por telefonia celular e internet, foram os mais citados. Adamy Marlon, gerente de Engenharia em Agricultura de Precisão da John Deere, destacou ainda a necessidade de formar mão de obra capacitada para as novas tecnologias, a regulação, a integração e o compartilhamento de dados como desafios para o desenvolvimento da IoT no campo. O vice-presidente de Pesquisa e Desenvolvimento do CPqD, Alberto Paradisi, também destacou os problemas de conectividade e apresentou o projeto do centro de pesquisa, em parceria com um grupo do setor sucroenergético, que utiliza tecnologia de cobertura macrocelular para ampliar o acesso à internet no raio de atuação de usinas de cana-de-açúcar, oferecendo mobilidade e qualidade de serviço.

Phygitall Soluções em Internet das Coisas também para agricultura

Alguns dos problemas citados acima como gargalos para o avanço da Internet das Coisas na agricultura não são mais problemas. Nossos sensores e redes independem de conexão de internet via celular ou satélite.

A Phygitall Soluções em IoT está trazendo para o Brasil a tecnologia LoRa que tanto permite o desenvolvimento de redes urbanas, promovendo a criação de redes smartcities, como também é ideal para criar redes privadas e conectar máquinas e coisas em áreas abertas e amplas como é o caso na agricultura.

Suas principais características são:

Longo Alcance: Uma única estação base que utilize a tecnologia LoRa permite uma capacidade de penetração profunda para ambientes urbanos densos, enquanto também fornece a capacidade de se conectar a sensores a mais de 10 km, podendo chegar até a 15 km, ideal para grandes distâncias nas áreas rurais.

Baixo consumo de energia: O protocolo LoRaWAN foi desenvolvido especificamente para baixa potência e permite uma duração da bateria dos sensores, sem precedentes de mais de 3 anos, dependendo da aplicação.

Baixo Custo: A tecnologia LoRa reduz os investimentos de infraestrutura e os custos operacionais, bem como os custos dos sensores de nós finais.

Padrão aberto: O protocolo LoRaWAN assegura a interoperabilidade entre equipamentos, aplicativos, provedores de soluções IoT e operadores de telecomunicações para acelerar uma rápida adoção e implantação.

Para mais informações sobre nossos produtos ou serviços, entre em contato através dos nossos canais.
Oferecemos ao mercado as mais inovadoras soluções em IoT para o seu negócio, fazenda e outros.

Fonte: Equipe Phygitall e Embrapa